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A cidade de Gonçalves

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Na divisa do estado de São Paulo com Minas Gerais, quem está vindo de São Bento do Sapucaí e não prestar atenção na placa que indica a direção para a “serrinha”, vai seguir reto sem conhecer Gonçalves.

Escolhido por escritores e artistas, a região que compreende Gonçalves, inclui-se aqui a zona Rural, tem sido preservada ao máximo desde a sua fundação.

Levantamos alguns dados que podem mostrar um pouco desse lugar. Quem é curioso e avido pelo saber, certamente irá gostar de ler este texto até o final. Por outro lado, só quem realmente visitar a cidade poderá ter uma ideia de como ela é agradável de se viver.

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A História de Gonçalves

Em 1878, Policarpo Júnior doou seis alqueires de terra da fazenda Rio Manso, situada na divisa do estado de Minas Gerais e São Paulo para a construção de uma capela em louvor a Nossa Senhora das Dores, em cumprimento a uma promessa.

Residiam no local três colonos de sobrenome Gonçalves que legaram o nome ao povoado que foi se formando ao redor da capela.

Quando em 1909, o povoado já contava com alguns estabelecimentos comerciais, o Capitão Antonio Carlos elevou Gonçalves a Distrito de Paz, trouxe a agência de Correios e o cartório de Registro Civil, além de lavrar em ata a fundação da Lira Nossa Senhora das Dores que existe até hoje.

O povo de Gonçalves a partir de então, passou a lutar pela emancipação política, visando o desligamento do município de Paraisópolis. Em 30 de dezembro de 1962, foi concedida a autonomia a diversos municípios mineiros, entre eles Gonçalves.

Finalmente em Primeiro de março de 1963, deu-se a instalação oficial do novo município de Gonçalves, cujo prefeito eleito foi Francisco Tertuliano Ribeiro Neto, proprietário de uma vasta gleba de terra, hoje conhecida como Vila Tertúlia.

Com uma economia basicamente agropecuárias, hoje o município se destaca como pólo turístico da Serra da Mantiqueira, devido ao seu agradável clima sub-tropical de altitude, suas belíssimas cachoeiras e suas características interioranas que não se perderam com o passar dos anos.

A Fundação de Gonçalves

Muito antes de a história acontecer nas terras que hoje conhecemos por Gonçalves, nascia em Portugal Policarpo Teixeira de Andrade de Queiroz, em 26 de janeiro de 1808, na cidade de Advire. Criado pelo seu tio Joaquim José de Queiroz, adquiriu uma boa formação em letras e manipulação de fórmulas. Aos dezessete anos, interessado nas riquezas de Minas Gerais, veio para São João D’el Rei, em busca de ouro, fortuna e tudo que ouviu dizer sobre a Colônia.

Quando Policarpo chegou ao Brasil em 1825, deixando para traz a tradição de sua família, encontrou as reservas de ouro se escasseando. Mudou-se para Vila Nova de Itajubá em 1834e casou-se em 1837 com Felizarda Thomazia de Amaral.

Felizarda era filha natural do Padre Lourenço da Costa Moreira, o primeiro vigário dessa freguesia e um de seus fundadores. Em 1841, Policarpo mudou-se para Silveiras numa fazenda que comprou com o dinheiro que economizou durante anos, somado com o da herança de sua esposa.

De casa nova, Policarpo criou seis filhos: Luiz, Francisco, José Policarpo, Felizarda, Joaquim e o caçula Policarpo Junior, que herdaram de seu pai a mesma herança de Portugal.

Policarpo não educou apenas filhos, educou líderes comunitários que mais tarde fundariam um partido liberal em Pouso Alegre. Nos anos de 1873 a 1877, Policarpo Junior presidiu o partido e fundou o jornal liberalista “O Mineiro”, juntamente com seus irmãos Joaquim e Luiz. O partido se extinguiu quando Policarpo Junior adoeceu e foi se tratar em Penha do Rio Peixe (hoje Itapira).

Durante sua recuperação, Policarpo Junior fez e cumpriu uma promessa a Nossa Senhora das Dores; doou seis alqueires de terra da Fazenda Rio Manso, situada na divisa entre Minas e São Paulo, para construção de uma capela.

Em 1878 a capela já estava construída de sapé e taipa, foi transferida em 1897, por sentença judicial, para as margens do rio Sapucaí local da atual matriz. Sua transferência se deu, pois houve discórdia entre os primeiros moradores e herdeiros da fazenda.

Residiam no local, onde a capela foi construída, três colonos mestiços e solteirões denominados Mariana Gonçalves, Maria Gonçalves e Antônio Gonçalves que não deixaram herdeiros, mas legaram seus nomes a capela conhecida popularmente como Capela das Dores dos Gonçalves.

O pequeno povoado, que se formava entre serras, tinha pessoas empenhadas para o seu desenvolvimento, um deles era o Capitão Antônio Carlos que junto a Bueno de Paiva, elevou Gonçalves a Distrito da Paz, trouxe a Agência dos Correios e o Cartório de Registro Civil além de lavrar em ata a fundação da Lira Nossa Senhora das Dores em 1909. O povo de Gonçalves então passou a contar com instrução musical, que divulgou o lugar atraindo novos moradores.

O distrito começava a crescer formando os primeiros estabelecimentos comerciais. A construção do alicerce da atual Igreja Matriz foi iniciada em 1920, por iniciativa das famílias Gonçalvences, que buscavam com carros de boi, maciços blocos de pedra da região. Seu desenvolvimento foi retardado, como em todas as cidades da divisa de Minas com São Paulo, devido às revoluções de 1928, 1930 e 1932.

No ano de 1949 foi concluída a reforma da igreja com a construção de uma torre com estilo moderno. Sua inauguração foi anunciada através do megafone e de impressos distribuídos entre os moradores.

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